Pedro Ernesto está entusiasmado ainda mais com o novo espaço, cedido pelo secretário estadual de Transportes, Julio Lopes, com o aval do governador Sérgio Cabral. Para o prédio, que pertence à Rio Trilhos, empresa ligada à secretaria, o bloco criou um projeto cultural e turístico para a área da Lapa, tradicional reduto do samba, no Centro do Rio.
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Na semana passada, o bloco cumpriu todas as exigências, conforme determinação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), já que o prédio é tombado, e agora só falta a assinatura do governador para que o processo de cessão do imóvel seja autorizado. "Quem sabe o Bola não ganha esse presente no dia do seu aniversário?", vislumbra Pedro Ernesto, esperançoso.
A crise no Cordão da Bola Preta veio à tona em janeiro do ano passado, quando foi despejado devido à falta de pagamento de condomínio e outros impostos com uma dívida estimada em quase R$ 2 milhões.
O Cordão da Bola Preta, que é considerado patrimônio cultural do Rio, foi fundado em dezembro de 1918. É o mais antigo da cidade. A sede da 13 de Maio foi comprada em 1950, pelo então presidente Francisco Carlos Brício.
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